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Profissionais da enfermagem não encontram respostas junto ao Ministério da Saúde

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Foto: Felipe Soares

Caravana do Piso foi realizada em Recife e contou com a participação de todas as entidades sindicais

A expectativa era grande. Profissionais e representantes sindicais foram ao auditório do Conselho Regional de Enfermagem (Coren), no centro do Recife, para ouvir o representante do Ministério da Saúde. Fábio Maia, coordenador geral das Políticas Remuneratórias, foi recebido pelo enfermeiro e deputado estadual Gilmar Júnior (PV), que fez a mediação do evento. A Caravana do Piso tem passado por várias cidades do Brasil. Esta edição da Caravana, realizada na noite da terça-feira (30), foi promovida pela Frente em Defesa dos Profissionais de Enfermagem, colegiado da Alepe coordenado por Gilmar Júnior. No início do evento, o deputado afirmou que o objetivo era esclarecer todas as dúvidas quanto ao pagamento do piso salarial da categoria e unificar as respostas para todos os profissionais.

Foram muitos os questionamentos. Quais gratificações compõem o piso? Por que os aposentados não recebem repasse do piso? Como acontece o repasse para o setor filantrópico? Por que o Ministério não se envolve no pagamento do setor privado? O pagamento retroativo de 2023 tem previsão pra acontecer? Alguma solução ou norma em relação a carga horária? Há algum estudo para não deixar o piso congelado no futuro? Há alguma relação do Ministério da Saúde com o Ministério Público do Trabalho para administrar as denúncias recebidas?

Mas o sentimento foi de frustração. “Ficou claro que a Caravana do Piso deixa muitas lacunas, pois funciona, somente, como uma palestra, instruindo o que está na cartilha. Esperávamos mais, um comprometimento com a categoria, uma mediação, uma ajuda para o fiel cumprimento do piso e, especialmente, a criação de uma política de punibilidade para quem não está cumprindo a lei. Não foi isso que vimos nas respostas do coordenador”, pontuou Gilmar. Como réplica, Fábio Maia afirmou: “Estou aqui para um debate técnico. O Ministério da Saúde tem feito o que a legislação exige. Decisão do supremo se cumpre!”.

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