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Pernambuco já identifica número de queda da incidência de dengue no Estado

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Foto: ilustração

Conforme último boletim,  queda nos novos casos se consolidou

O período sazonal de Arboviroses acontece, normalmente, entre março e julho, mas os especialistas já vislumbram a sustentabilidade da queda da dengue em Pernambuco neste mês de maio. Nesta quarta-feira (15/05) foi possível identificar uma redução de 89,9% na entrada de novos casos de dengue nas últimas cinco semanas.

No estado já foram divulgados 19 boletins epidemiológicos que apresentam o mapeamento e as investigações dos casos no Estado e a última semana epidemiológica Nº 19, entre 31/12/23 e 11/05/2024, já se identificou sustentabilidade da queda dos números de dengue sem atingir uma condição de alta incidência, que é quando a taxa supera 300 casos prováveis a cada 100 mil habitantes. No último boletim epidemiológico, o indicador apontava 278,7 casos prováveis a cada 100 mil habitantes.

Os dados recentes consolidam a projeção de uma linha sustentável de redução da entrada de novos casos das arboviroses no Estado e apontam para o fim do período de sazonalidade nas próximas semanas. “Pernambuco já se encontra em tendência de queda em relação aos casos de dengue no Estado. Esse cenário também se deve às medidas prévias que tomamos com o plano de contingência lançado em novembro, formação do manejo clínico para dengue e dia D de arboviroses nas escolas onde foram alcançadas mais de um milhão de pessoas com ações educativas, além das ações de parceria próxima com os municípios no combate ao mosquito e a estruturação capilarizada da vigilância e da assistência à saúde”, explica a secretária de saúde, Zilda Cavalcanti.

A alta dos casos ocorreu na semana epidemiológica 11, quando mais de 3000 casos prováveis, que é a soma de casos confirmados + casos em investigação, foram registrados em relação à semana 10. Nesta semana (SE 19), foram registrados 268 novos casos prováveis se comparado à semana anterior.

“Nos prevenimos anteriormente para preparar a população para um possível surto”, destaca o diretor geral de Vigilância Ambiental, Eduardo Bezerra, com relação ao empenho prévio no combate às arboviroses e no reforço sobre os cuidados com o mosquito. “Preparamos as unidades e os profissionais em todas as macrorregiões, e esperamos um declínio ainda maior nos casos para realmente se constituir o final do período sazonal. Não esquecendo de que para nos manter firmes no combate ao mosquito, a população é crucial nesse enfrentamento”, destaca Eduardo Bezerra.

Enfrentamento – A queda nos números de casos foi viabilizada por uma série de ações realizadas pelos municípios e pela SES-PE, tanto em nível central quanto nas GERES, visando ao combate no período de elevação das doenças. Iniciando ainda em 2023, o lançamento do Plano de enfrentamento às Arboviroses aconteceu em novembro, promovendo o monitoramento precoce e o acompanhamento de forma efetiva.

Dando seguimento nas ações, em fevereiro de 2024, foi instituído o Comitê de Enfrentamento das Arboviroses, composto por participantes técnicos da SES, além de representantes de entidades médicas e pesquisadores. Além disso, no mesmo mês, foi distribuído o fluxo de manejo clínico para os profissionais da rede estadual de saúde, seguido de atualização deste fluxo, no mês de março, por meio de capacitações em todas as regionais de saúde.

Notificação – O elevado número de casos se dá devido ao fato de que as arboviroses são doenças de notificação compulsória, ou seja, precisam ser registradas oficialmente. Além disso, sua notificação é feita por suspeita e não por confirmação, como outras doenças.

No caso da dengue, chikungunya e zika, a notificação ocorre por meio de critério clínico-epidemiológico, que analisa os sintomas descritos pelos profissionais, e de forma laboratorial, que é realizada pela coleta de sangue para análise.

Arboviroses – As arboviroses que circulam em Pernambuco pertencem a um grupo de doenças que são transmitidas pelo Aedes aegypti. Os sintomas podem variar entre febre, dores de cabeça, náusea, manchas e dores no corpo. Em situações mais graves, a dor abdominal, seguida de vômitos e sangramentos, alerta para a necessidade de um atendimento médico urgente.

Dia D – A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) e gestores municipais das cidades da Região Metropolitana do Recife (RMR) promovem ação conjunta, nesta quarta-feira (15/05), voltada para intensificação da vacinação contra a dengue. A iniciativa se apresenta como forma de chamamento da sociedade para proteger da doença crianças e adolescentes com idades entre 10 e 14 anos (257.342, a população estimada).

Desde o início da imunização nos 20 municípios que compõem a RMR, no mês de abril, apenas 11,23% das doses da vacina recebidas pelo Estado foram aplicadas e registradas pelos gestores no sistema de informação oficial. Entre os critérios elencados pelo Ministério da Saúde (MS), foram observados o cenário epidemiológico da dengue em cada território e os municípios com mais de 100 mil habitantes.

Óbitos – Até a semana epidemiológica 19 foram registradas quatro mortes por dengue no estado. A última, foi registrada no boletim Nº 19, de um homem, 79 anos, residente de Moreno. O óbito ocorreu em 05/04 e o paciente tinha outras comorbidades.

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