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Deputados correm para votar reforma tributária, orçamento, impostos e marco temporal ainda em 2023

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Foto: reprodução

A base aliada na Câmara terá que correr para aprovar, antes do recesso parlamentar, temas polêmicos discutidos desde o início do ano. Entre eles estão a reforma tributária, a Lei de Diretrizes Orçamentárias, medidas para aumento de arrecadação, consideradas prioritárias para fechar as contas do Governo. Além disso terão que resolver a questão do marco temporal das terras indígenas, aprovado pelo Congresso, e vetado em parte pelo presidente Lula.

Além das divergências que marcam as discussões, as pautas serão um teste para o governo medir a fidelidade da sua base aliada, ampliada após a aprovação, em julho, da reforma tributária, por meio de distribuição de verbas e cargos. Partidos do chamado centrão (PP e Republicanos) entraram na Esplanada dos Ministérios e ganharam posições estratégicas, como o comando da Caixa Econômica Federal.

O diretor-geral do Ranking dos Políticos, Juan Carlos Arruda, acredita que há um clima favorável para a aprovação destas medidas na Casa apesar do tempo escasso. Isso ocorre porque o governo atendeu grande parte das demandas dos partidos que cobraram a fatura pela aprovação da reforma antes do recesso parlamentar do segundo semestre.

Numa semana sem votações e poucos deputados em Brasília, por conta do feriado da Proclamação da República, os parlamentares deixaram para esta semana a discussão de um possível calendário e reuniões para acertar os pontos das matérias pendentes.

Juan Carlos diz que “o governo conta com a aprovação, ainda neste ano, de pelo menos seis pautas prioritárias para aumentar a arrecadação. O Executivo espera atingir R$ 168,5 bilhões em receitas extras em 2024 para tentar zerar o déficit primário”.

Para o vice-líder do Governo na Câmara, deputado José Nelto (PP-GO), a semana será decisiva, e “com muita emoção”, já que há diversos assuntos pendentes que deverão ser discutidos e alinhados. Segundo o deputado, o Congresso está dialogando com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para acertar as prioridades na pauta econômica.

“Ele quer ajustar a meta e tem que cortar despesas, equipe tá estudando onde cortar”, explica. Ainda de acordo com o vice-líder do governo, não adianta somente querer aumentar arrecadação se não cortar gastos. (Gazeta do Povo)

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