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Atendimento de peritos do INSS em Petrolina é alvo de reclamações; paciente com fibromialgia diz que médico torceu seu braço

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Michelle Viana e Francisca Caetana têm fibromialgia. (Foto e fonte: Duda Oliveira/Blog do Carlos Britto)

Francisca Caetana da Silva, de 42 anos, e Michelle Viana Cabral, de 47, são portadoras de fibromialgia e outras doenças e reclamam do atendimento pericial na agência do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) de Petrolina.

Além de todo esse problema, Francisca – que é atendente de loja – relata que a sua consulta mais recente, no último dia 6 de fevereiro, acabou sendo dolorosa. Para ela, o médico perito responsável pela avaliação não respeitou as dores que sentia. “Eu pedi a ele para não torcer e ele torceu meu braço e ainda torceu meu punho. Nós, que temos fibromialgia, temos as articulações muito sensíveis. Foi o único membro que ele examinou, ou melhor, torceu”, afirma Francisca, que teve o benefício cortado e disse que vai entrar na Justiça.

Na minha opinião e na opinião dos médicos que me acompanham, eu não estou apta a trabalhar. Eu sinto muitas dores no corpo, minhas crises são de 60 a 90 dias, 24 horas sem parar, até o ponto de eu chegar a ficar internada. Retorno para casa e as dores voltam normalmente, pois a medicação que a gente toma é só para aliviar. Essa doença vai deixando você muito debilitado”, completa.

Francisca afirma que o perito não olha a documentação. “A gente leva relatório da psicóloga, da ortopedista, exame passado pelo neurologista, relatório do psiquiatra e relatório do clínico geral, mas ele simplesmente não olha nada. Estou com um laudo de 180 dias. Eu vou voltar para a empresa e como ela vai me aceitar? Estou há um ano e sete meses sem trabalhar. Só recebo um salário mínimo [do INSS].

‘Peregrinação’

Michelle Viana é técnica de enfermagem e disse que vive uma peregrinação, pois já teve o benefício cortado quatro vezes. Com laudos médicos que atestam que ela não pode trabalhar, Michelle afirma que o médico responsável pela sua perícia também não olha os exames, nem a examina. “Quando eu volto para o INSS eles nem me examinam, só dizem que de noite eu olhe o resultado no ‘Meu INSS’, que nem funciona. E eu estou há cinco anos nessa luta”, afirma Michelle.

O fator psicológico afeta muito. Não consigo dormir com dor nos ombros e na coluna. A última vez que eu acionei a Justiça foi em setembro de 2018, sendo que o último mês que eu recebi foi em julho. Fiz perícia em setembro. A doença [fibromialgia] é autoimune e não tem cura. Esses três meses de benefício [do INSS] seriam justificáveis se eu pudesse buscar a cura e nesse período eu pudesse me curar. Mas não tem cura!”, lamenta a técnica de enfermagem.

Francisca e Michele ainda reclamam de demora no atendimento, mesmo estando com a perícia agendada. “[Os atendentes] são todos estagiários, e ninguém sabe explicar nada”, finalizam. O Blog acionou o INSS, mas ainda não obteve resposta.

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