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Argentinos decidem seus destinos em eleição presidencial neste domingo (19)

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Foto: EFE/ Luis Robayo – AFP -POOL

A Argentina realiza neste domingo (19) o segundo turno da sua eleição presidencial, no qual um candidato com pouca experiência política (o único cargo eletivo que ocupou foi o de deputado nacional, para o qual foi eleito em 2021) enfrenta um fenômeno político de quase 80 anos.

O libertário Javier Milei lidera a maioria das pesquisas para a disputa deste domingo, mas seu adversário, o atual ministro da Economia, Sergio Massa, aparece em primeiro em vários outros levantamentos – o que demonstra que, mesmo com a situação econômica dramática argentina, sua eleição não pode ser descartada porque o candidato vem escorado pela força do peronismo.

Corrente política criada por Juan Domingo Perón, que foi presidente da Argentina durante três períodos entre os anos 1940 e 70, o movimento ganhou seis das nove eleições presidenciais realizadas no país desde a redemocratização, em 1983.

Os únicos que “quebraram” essa hegemonia foram Raúl Alfonsín (vencedor em 1983), Fernando de la Rúa (eleito em 1999, renunciou em 2001 e o período do seu mandato foi completado por políticos peronistas) e Mauricio Macri (2015).

Os dois primeiros eram da União Cívica Radical (UCR) e o terceiro, da Proposta Republicana (PRO), dois partidos que, unidos na coligação Juntos pela Mudança, este ano sequer conseguiram chegar ao segundo turno: Patricia Bullrich, candidata da coalizão, foi a terceira colocada na votação em outubro.

Entre os candidatos e presidentes peronistas desde 1983, a diferença de perfis indica o caráter heterogêneo dessa corrente política. Carlos Menem, eleito em 1989 e reeleito em 1995, defendia um modelo econômico mais liberal. Em 2003, tentou voltar à Casa Rosada e passou ao segundo turno com o também peronista Néstor Kirchner – este se tornou presidente porque Menem desistiu da disputa.

Este ano, Massa teve como um dos seus adversários no primeiro turno o também peronista Juan Schiaretti, da ala antikirchnerista do peronismo.

Em contraponto ao modelo liberal defendido por Menem, o kirchnerismo, adepto de grande intervenção estatal na economia, subsídios e programas sociais, se tornou a tendência predominante do peronismo nos últimos 20 anos: além do mandato único de Néstor (2003-2007), sua esposa e depois viúva, Cristina, foi eleita presidente duas vezes (2007 e 2011) e vice uma vez (2019).

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