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Quem realmente está por trás do vazamento de conversas oficiais?

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Comentarista político da Jovem Pan Rodrigo Constantino avalia repercussão do vazamento de conversas entre Moro e Dallagnol
Por Jovem Pan / Foto: Creative Commons/Microsiervos

A coisa mais relevante nesse caso todo do vazamento das conversas entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol continua sendo não o teor das conversas, mas o próprio vazamento. Se nem mesmo um ministro da Justiça está livre de ser alvo de uma operação criminosa de um hacker ou grupo de espionagem, imagina os reles mortais deste país.

O jornalista do GLOBO Gabriel Mascarenhas também teve sua conta no Telegram invadida por um hacker no dia 11 de maio. O ataque foi relatado a autoridades na ocasião. Após a invasão, o hacker, se passando pelo jornalista, enviou mensagens intimidando o procurador regional da República Danilo Pinheiro Dias. Fez ameaças objetivas ao procurador, sustentando que poderia acabar com a Lava-Jato. Estamos diante de um espião criminoso ou de uma quadrilha poderosa, ousada o suficiente para invadir conversas privadas do ministro da Justiça, de procuradores, e jornalistas. Não é brincadeira. E por isso mesmo suscita todo tipo de tese “conspiratória”.

Alguns já falam em russos, o que nunca seria surpreendente dado o grau de obscuridade do regime de Putin, um sujeito que era diretor internacional da KGB aos 32 anos. E o ministro da Economia fala em tentativa de sabotar a reforma previdenciária, o que também parece crível quando lembramos do episódio de Rodrigo Janot com a JBS, que abortou a reforma do governo Temer.

Sabemos que o “deep state”, o “establishment”, a turma que deseja manter seus privilégios, seria capaz de tudo para impedir a reforma. “Uma hora é o Michel Temer, outra é o filho do Bolsonaro, hoje é o Moro. Não é coincidência que estoura essa ‘bombinha’ toda hora e se paralisa a marcha dos eventos”, afirmou o ministro Paulo Guedes.

Janaina Paschoal também se manifestou estranhando a reação de muitos, aqueles que bancam a virgem num bordel. Ela chama a atenção para o tipo de relacionamento promíscuo que existe no Poder Judiciário, ignorado na hora de julgar conversas aparentemente inocentes entre Moro e Dallagnol: “Na melhor das hipóteses, querem prejudicar a reforma da previdência, que só ajudará o país e as camadas mais desfavorecidas da população. Mas PT e PSOL não se preocupam com o povo, preocupam-se com os sindicatos, com as Associações, com aqueles que têm representação e força”, disse.

Pois é, gente. Valeu a tentativa. Mas o foco agora deve ser investigar quem invadiu o celular do ministro Moro. E já podemos também voltar a falar da reforma previdenciária?

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