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Marília Arraes: “Povo já cansou de reme-reme”

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Foto: reprodução

A pré-candidata a prefeita do Recife (PE) nas eleições municipais deste ano, Marília Arraes, desconversou sobre as divergências surgidas dentro do MDB de Pernambuco no apoio aos nomes do PSB que disputarão prefeituras na Região Metropolitana. Integrante da executiva estadual emedebista, o senador Fernando Bezerra Coelho já deixou claro que não seguirá decisão do partido nem na capital do Estado, com o socialista João Campos, nem em Jaboatão dos Guararapes, onde FBC já tem compromisso político com o atual prefeito e pré-candidato à reeleição, Anderson Ferreira.

Segundo Marília, o PSB e o MDB “precisam tratar das questões deles” porque o povo já cansou do “reme-reme” em torno de candidaturas. “O que tenho feito, e já faz um tempo, é me afastar desse ‘reme-reme’ de que fulano vai apoiar sicrano, ou ‘será que Marília vai ser candidata?”, avaliou a pré-canddiata ao Programa Carlos Britto nesta sexta-feira (14), na Rural FM.

Ela disse que seu projeto majoritário para o Recife foi discutido várias vezes com o ex-presidente Lula, maior liderança petista do país, com a presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffman e outros líderes nacionais do partido. Todos, segundo Marília, concordaram que o PT deveria ter candidatura própria no Recife e ela seria esse nome. Nem as recentes declarações contra o partido, feitas pelo presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, tiraram a petista do sério. “Estou fora disso. O que eu quero é discutir a cidade, os problemas que o Recife tem. As responsabilidades que me dão eu encaro com muita seriedade. É isso que tenho feito”, comentou.

Marília disse que os petrolinenses viram sua postura em 2018, com a possibilidade dela vir a disputar o governo do Estado (o que acabou não ocorrendo). Já nessa época Marília lembra sua preocupação era deliberar sobre os problemas de Pernambuco e onde poderia ir buscar recursos, e não bater de frente com seus próprios aliados. Ainda assim ela não deixou de criticar um dos quadros mais importantes do MDB, o senador Jarbas Vasconcelos, o qual em 2018 chegou a fazer o sinal gestual de ‘Lula Livre’, apenas para chegar ao Senado. “Ele era uma das pessoas mais anti-Lula’. Então, quando a gente trata a política só como projeto de poder, que não transforma a vida das pessoas, isso é ruim para o povo, para a democracia”, ponderou.

Diálogo

Marília revelou que, após a decisão da nacional do PT em lhe respaldar, já conversou com integrantes do partido municipal, com o presidente da executiva estadual, Doriel Barros, além de pré-candidatos a vereador e lideranças que defendiam a manutenção da aliança com o PSB, mas ainda não com o senador Humberto Costa. “Agora é bola pra frente, isso é página virada e vamos discutir o que interessa”, pontuou. Ela citou os vários problemas na capital, a exemplo do aumento de palafitas e os deslizamentos de barreiras. “Quem se indignar com isso, independente de outras questões, será bem-vindo ao meu lado”. A petista disse ainda que começará, pelos próximos dias, a expor propostas na geração de renda, saúde e educação.

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