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Lideranças de Petrolândia e Floresta reúnem-se com minístro e decidem por manutenção do bloqueio de acesso à Transposição

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Reunião da Comissão com ministro Francisco Teixeira (Foto: Assis Ramalho)

Em medida de urgência, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, recebeu na manhã deste sábado (11) emFloresta, no Sertão de Pernambuco, líderes de caravanas de produtores de Petrolândia, inclusive o prefeito do município Lourival Simões, no intuito de chegar a um acordo para liberação do acesso ao canteiro de obras do Eixo Leste (EBV1) da Transposição do rio São Francisco, bloqueado desde o início da manhã deste sábado para impedir a retirada de água da represa de Itaparica.

Entre outras reivindicações, foi debatido na reunião a doação de tubos e cabos elétricos aos produtores, para extensão dos sistemas de irrigação, Garantia Safra Especial para quem não puder mais plantar, prorrogação com rebate dos financiamentos devidos pelos ribeirinhos, linha de crédito especial para bombeamento de água, contratação emergencial de equipamentos para abertura e limpeza dos canais para irrigação, garantia de recursos emergenciais para os perímetros irrigados.

Após a reunião com o ministro Francisco Teixeira, e o representante da Chesf Carlos Brito, a comissão dirigiu-se ao canteiro de obras do Eixo Leste (EBV1) da Transposição do rio São Francisco. Lá, o prefeito Lourival Simões repassou o conteúdo da reunião, que não foi satisfatório, para os líderes de caravanas de produtores de Petrolândia, que decidiram pela manutenção do bloqueio.

Por sua vez, o ministro da Integração Nacional, Francisco Teixeira, informou que os testes no canal não trarão impactos no abastecimento da região.

“A quantidade de água a ser bombeada até o final deste ano representa apenas 0,06% da capacidade do reservatório de Itaparica. Do volume atual, representa apenas 0,3”, afirmou.

A transposição será feita por dois canais, de 477 km no total, que levarão água para 390 cidades de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Iniciada em 2006, durante a gestão Lula (2003-2010), o custo do empreendimento saltou de R$ 5 bilhões para R$ 8 bilhões.

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