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Crise: Universidades Federais de Pernambuco precisam de R$ 437 milhões para não fechar ano no vermelho

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Foto: Clarice Melo/ Folha de Pernambuco

Os representantes das Universidades Federais de Pernambuco revelaram, nesta sexta-feira (3), detalhes da situação orçamentária para 2024. Para não fechar 2024 em déficit, é necessária uma recomposição de R$ 437 milhões – valor já corrigido pela inflação – até o fim do ano. No Brasil, como um todo, é preciso um aumento de R$ 2,5 bilhões.

Os valores levam em consideração a Lei Orçamentária Anual (LOA) deste ano, comparadas com o investimento de 2014. Nesse recorte, um ponto relevante levantado foi a diminuição drástica de cerca de R$ 128 milhões no orçamento.

“É absolutamente necessária a recomposição. A gente precisa, nesse ano, em Pernambuco, de uma recomposição de R$ 437 milhões. No Brasil, são 2,5 bilhões para que o nosso orçamento fique na ordem de 8,5 bilhões. Isso seria o bastante para que terminássemos o ano bem e possibilitasse melhorias no nosso ensino e na nossa estrutura, que está muito deteriorada. Sofremos corre desde 2014 e isso se acentuou a partir de 2016. Precisamos enfatizar essa necessidade”, explicou o reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Alfredo Gomes.

Alfredo Gomes, Reitor da UFPEAlfredo Gomes, Reitor da UFPE // Foto: Clarice Melo/ Folha de Pernambuco

Na coletiva, além do representante da UFPE, estavam também os reitores Marcelo Carneiro (Universidade Federal Rural de Pernambuco – UFRPE), Telio Nobre (Universidade Federal do Vale do São Francisco – Univasf) e Airon Aparecido (Universidade Federal do Agreste de Pernambuco – Ufape). Esta última instituição foi incorporada ao orçamento em 2019 e já se encontra em déficit.

Na última década, a UFPE sofreu uma diminuição de quase R$ 58 milhões, o que representa 27% do orçamento. Já a Univasf teve uma queda de R$ 22 milhões. A UFRPE foi a que mais sofreu. Foram diminuídos 61 milhões.

“A gente vem sofrendo um corte brutal. O orçamento teve uma queda violenta. Entre 2020 e 2021 fechamos com déficit. No ano passado, conseguimos uma recomposição e fechamos melhor. Neste ano, esperávamos outra recomposição, que não veio. Com isso, todas as 69 universidades poderão ter condições para sobreviver. É de grande necessidade porque, senão, teremos que fazer coletivas desse tipo todo ano”, começou o reitor da UFRPE, Marcelo Carneiro.

Marcelo Carneiro, Reitor da UFRPEMarcelo Carneiro, Reitor da UFRPE // Foto: Clarice Melo/ Folha de Pernambuco

Situação alarmante
A situação das instituições, de acordo com os representantes, é UFPE pelo menos R$ 60 milhões para fechar o ano no positivo. Com o orçamento disponível no momento, a instituição pode seguir até setembro custeando minimamente, sem novos investimentos. Já para a UFRPE, são precisos R$ 13 milhões para não fechar no vermelho.

A situação da Univasf é ainda pior, já que a instituição não recebeu recursos da LOA para assistência estudantil neste ano. Caso não entre a recomposição, a universidade pode seguir apenas até agosto honrando todos os contratos. É preciso algo em torno de R$ 20 milhões para poder fechar o ano fora do vermelho. (Folha de Pernambuco)

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