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Brasil tem três vacinas próprias em fase pré-clínica, diz ministro da Ciência e Tecnologia

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O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, foi o entrevistado do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, desta quarta-feira, 20, e falou sobre os esforços do governo do presidente Jair Bolsonaro destinados à produção de vacinas contra a Covid-19. De acordo com Pontes, o país possui hoje três vacinas em fases pré-clínicas, aguardando o aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar os testes clínicos. “Começamos financiando o desenvolvimento de 15 protocolos de vacinas. Cada uma delas com uma metodologia. Existem maneiras diferentes de tratar um problema: vírus inativado, outras usam RNA. Investimos em vários protocolos pensando na estratégia de termos conhecimento e infraestrutura para o desenvolvimento de vacinas. Dentro desse contexto, três delas avançaram mais e chegaram à fase pré-clínica”, disse o ministro.

Marcos Pontes também foi questionado pelo comentarista da Jovem Pan, Augusto Nunes, sobre a dependência da importação de insumos da China e da Índia para a produção das vacinas no Brasil. O país depende de matéria-prima para a fabricação da CoronaVac e do imunizante desenvolvido pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca. Até o momento, há apenas 6 milhões de doses da vacina do Instituto Butantan – a imunização foi iniciada no domingo, 17, no estado de São Paulo. Para o ministro, a demora no envio das matérias-primas se deve à crise causada pela pandemia do novo coronavírus.

“Essa é a pergunta mais cara de tudo isso. De certa forma, houve uma migração da produção para alguns países. Por questões de facilidades de montagem, tempo de entrega e assim por diante. Se tornou confortável, ao longo do tempo, a produção em outros países. Contudo, notamos na pandemia a dificuldade para a importação de EPIs, ventiladores, reagentes para testes e agora das próprias vacinas, o que é uma evidencia de que, em um momento de crise, os países se fecham para suas necessidades e os países que dependem disso acabam prejudicados. Temos que ter nessas áreas, como equipamentos de saúde, a produção e o desenvolvimento dessa tecnologia no nosso país. Por isso a nossa briga para obter recursos para que isso seja feito nacionalmente. É o que defendo aqui no governo”, disse. O ministro também afirmou que “a única arma para vencer vírus é a ciência”. “Através de pesquisas de vacinas, sequenciamento do vírus para conhecer detalhes de cada um deles, trabalho com tratamentos, medicamentos. Isto é trabalho da ciência”.

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