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Apoiador de Lula, Felipe Neto critica imposto para compras até US$ 50: “burrice sem fim”

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Foto: reprodução

O influenciador digital Felipe Neto criticou nesta quarta (29) a possibilidade do governo retomar a cobrança do imposto de importação de compras feitas no exterior de até US$ 50, que foi suspensa e estava sob um novo regime de tributação após a instituição do programa Remessa Conforme.

A possibilidade de volta do imposto foi confirmada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na terça (28) durante um evento promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serivços (MDIC), do qual ele também é ministro. Ele defendeu a taxação, mas disse que a medida ainda está sendo analisada pela equipe econômica.

Felipe Neto disse que a retomada da cobrança é “uma burrice sem fim”, e que é “inacreditável a falta de visão sobre comunicação” do governo. Para ele, a volta da tributação vai “munir a oposição”, em referência a possíveis críticas de partidos oposicionistas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

“Não vai gerar arrecadação relevante. Vai munir a oposição. Vai prejudicar MTO a percepção do povo sobre a gestão. Inacreditável a falta de visão sobre comunicação”, disse nas redes sociais.

Neto foi um fiel apoiador de Lula durante a campanha eleitoral à presidência no ano passado, e foi convidado pelo presidente para integrar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social – conhecido como “Conselhão”, um colegiado multissetorial criado para deliberar sobre questões relevantes da sociedade.

Mais recentemente, Felipe Neto incentivou a perseguição à editora de política do jornal O Estado de São Paulo, Andreza Matais, por conta da série de reportagens que escancarou a visita da “dama do tráfico amazonense” a assessores do Ministério da Justiça. Pouco depois, ele voltou atrás na declaração.

Com relação à retomada da cobrança do imposto de importação, o governo estuda a possibilidade após, entre outros motivos, críticas do setor produtivo brasileiro, que alega uma concorrência desleal com o varejo internacional. Mas, também pela própria situação financeira, em que Haddad busca meios para aumentar a arrecadação e cumprir a meta de zerar o rombo das contas públicas em 2024.

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