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PT praticamente descarta candidatura de Marília Arraes à prefeitura do Recife

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Foto: Arquivo Blog do Roberto

O presidente do PT no Recife, Cirilo Mota, apresentou nesta quarta-feira (15) a resolução do partido que aponta um caminho de alianças para as eleições municipais deste ano. “No debate dessa resolução já apontamos que o caminho que a Executiva do PT aponta é o de alianças, pois viemos de uma aliança vitoriosa em 2018”, explicou.

Segundo Cirilo, estar na Frente Popular rendeu bons frutos ao Partido dos Trabalhadores, não apenas em 2018, quando o partido apoiou a reeleição de Paulo Câmara (PSB), mas desde os tempos em que o partido governava o Recife. “Em 2018 recuperamos nossas vagas na Câmara Federal, elegemos três deputados estaduais e reelegemos o nosso senador Humberto Costa. Foi nesse campo (de aliança) que os governos do PT se elegeram com João Paulo e João da Costa e defendemos hoje que a candidatura seja nascida nesse mesmo campo de aliança”, disse.

Confira trecho da resolução do PT que aponta que o melhor caminho é permanecer na Frente Popular, o que esfria os planos da deputada federal Marília Arraes de ser candidata a prefeita:

“Por isso, reafirmamos que o PT deve permanecer na Frente Popular do Recife, dialogando com os setores progressistas da capital, colocando o protagonismo do partido a serviço do debate democrático e popular construindo com prioridade absoluta nesse período, a montagem da chapa completa de vereadores/as, buscando a sua ampliação com critérios de representatividade política e social, com atenção às diversidades, a participação de jovens, negros e mulheres candidatas, todos e todas engajadas para valer, denunciando as perseguições ao presidente Lula e a luta pela anulação das suas condenações fraudulentas em um conluio jurídico midiático de Sérgio Moro, Deltan Dallagnol e seus asseclas, provados pelo The Intercept, sendo a voz do povo recifense na capital pernambucana”, diz o documento.

Eleição no Recife

Além da resolução, o presidente municipal do PT apresentou o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) que será composto por sete membros oriundos das chapas que compõem o Diretório da Executiva Municipal. Eles ficarão responsáveis por iniciar os debates sobre aliança ou candidatura própria com a base do partido e movimentos sociais.

“Como fazemos parte de uma aliança, vamos discutir com os partidos que a compõe. Fizemos a aliança em 2018 para a reeleição de Paulo Câmara e hoje ocupamos a Secretaria de Agricultura. Também temos uma retomada de aliança no Recife com Geraldo Julio e ocupamos a pasta do Saneamento. Então, é nesse campo que iniciamos as conversas sobre aliança com a militância, aliados e movimentos sociais”, explicou Cirilo Mota. (JC Online)

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