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Projeto que autoriza Araripina contrair empréstimo de R$ 5 milhões fica para 2020

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Vereadores da oposição disseram que só votariam a favor, se fosse em 12 parcelas, e não em 60, como no texto original. Reunião na Câmara aconteceu nesta sexta (29) e foi a última do ano

Por Roberto Gonçalves / Fotos: Rafael Nery

Ficou para o ano que vem a votação do Projeto de Lei Nº 025/2019 da Prefeitura de Araripina, que solicita autorização ao Poder Legislativo, para contrair empréstimo no valor de R$ 5 milhões, parcelado em 60 meses, através do Projeto Eficiência Municipal. As principais aquisições seriam 02 Patrol para serem usadas na recuperação das estradas rurais e vias urbanas não pavimentadas, no valor total R$ 1,25 milhão, 02 caminhões coletores com capactador de lixo, e 01 unidade de UTI Móvel.

Para o projeto ser aprovado ontem mesmo, necessitava de fórum qualificado, ou seja, 2/3 da composição da Casa Legislativa, 10 dos 15 votos da Casa. Para piorar a situação do governo, a bancada de situação contava com apenas 8 dos 9 votos, já que o vereador Tico de Roberto estava ausente, devido ao falecimento de um irmão.

Diferente de outras reuniões a Câmara esteve lotada nesta sexta-feira (29). Foto: Blog do Roberto

Entre os parlamentares, o presidente Evilásio Mateus foi o primeiro a subir na tribuna para defender o projeto. “Araripina é um município grande que precisa crescer, e não é picuinha que vai atrasar o seu desenvolvimento. Esse empréstimo é muito fácil de se pagar. A prestação fica em pouco mais de R$ 77 mil, a começar no ano que vem. Vamos supor que o povo de Araripina escolha o outro grupo político para administrar os próximos 4 anos, ele já vai receber esse ‘presente’. Outra coisa, o prefeito que vai assumir em janeiro de 2021, já não vai ter mais a prestação de R$ 190 mil do salário dos professores de novembro e dezembro de 2016, por que essa prestação termina em dezembro de 2020”, lembrou.

Logo depois foi a vez do vereador oposicionista e vice-presidente, Francisco Edivaldo, se pronunciar sobre o projeto. “Se fosse em 2017 vocês teriam contado com o voto do vereador Francisco Edivaldo sem nenhuma dúvida, mas hoje, eu sou muito sincero e digo que não. Esse projeto agora, é para beneficiar o grupo de vocês politicamente, e isso é verdade. Mas eu digo sem medo de errar, mudem esse projeto pra comprar os equipamentos e pagar em 12 meses, que eu votarei favorável. Se não dá pra comprar por que fica cara a parcela, diminua, comprem apenas as duas patrol”, sugeriu.

Luciano Capitão,  líder da Bancada do Gesso, pediu inicialmente a certidão negativa, que segundo ele, é a garantia de que o nome de Araripina está realmente limpo no CAUC, mas depois seguiu a mesma linha de Francisco Edivaldo, dizendo que votaria no projeto, caso fosse parcelado em 12 meses. “Nós da oposição, que fomos representados na Comissão de Justiça e Redação pelo vereador Divona, para análise da matéria, votamos favorável ao projeto na condição de ser parcelado em 12 meses”, garantiu.

Após muita discussão e bate boca, o relator e presidente da Comissão de Justiça e Redação, joão Erlan, pediu vista, para segundo ele, debater o projeto com as associações, sindicatos, diretoria das CDC’s, e população em geral. “O pedido de vista é um direito adquirido no Regimento Interno, e eu estou com autorização da Mesa Diretora pra fazer isso”, disse, sob protesto das duas bancadas de oposição, do Gesso e do PSB.

No final ficou decidido que o secretário de Finanças da Prefeitura de Araripina, Sinval Ferreira dos Santos, deve se reunir com o prefeito Raimundo Pimentel e representantes do Banco do Brasil, para saberem da possibilidade do empréstimo ser parcelado em 12 meses. O PL deve voltar a pauta da Câmara no início dos trabalhos legislativos de 2020, e até lá, muita água de chuva e esgoto, ainda vão passar por debaixo da ponte do Riacho São Pedro.

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