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Pernambuco teve 190 investidas criminosas a bancos em 2018, diz sindicato

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Em 2017, foram contabilizadas 185 ocorrências em todo o Estado / Foto: Thiago Cabral/JCAinda de acordo com o sindicato, cerca de 30% das agências alvo dos criminosos em 2018 ainda não foram reabertas à população

JC Online / Foto: Thiago Cabral/JC

Foram registradas 190 investidas criminosas a bancos de Pernambuco em 2018. Esses foram os dados divulgados pelo Sindicato dos Bancários nesta quarta-feira (9). De acordo com a entidade, em 2017, foram contabilizadas 185 ocorrências em todo o Estado, totalizando um crescimento de 3% no número de investidas. O sindicato apresentou ocorrências de arrombamentos, assaltos, explosões, sequestros e invasões, além de estelionato, que não havia entrado no balanço de 2017 e influenciou no aumento de ocorrências contabilizadas.

Segundo o secretário de assuntos jurídicos do sindicato, João Rufino, os dados são baseados em informações repassadas pela imprensa. Para ele, os dados são alarmantes e apontam para uma defasagem nos números divulgados pela Secretária de Defesa Social (SDS). “Os dados da SDS continuam defasados. 3% é um número alarmante. Nós não vemos redução de ocorrências”, afirmou o Rufino.

Apesar do registro de mais investidas criminosas, o sindicato apontou que número de assaltos e explosões a bancos tiveram uma redução em 2018 no comparativo com ano anterior. Em 2017, 68 agências ou correspondentes bancários foram alvos de assaltos, já em 2018 48 unidades foram assaltas, uma queda de 29%. Se em 2017 83 agências foram alvo de explosões, em 2018 o número caiu para 65.

Agreste

Segundo os dados do sindicato, no Agreste do Estado foi onde houve maior crescimento de ações criminosas contra bancos. Para a presidente da entidade, Suzineide Rodrigues, isso tem relação com o déficit de policiais na região. “Há um avanço da violência em todo interior, principalmente no Agreste. O efetivo [de policiais] do interior do Estado está muito limitado”, afirmou Suzineide.

Ainda de acordo com o sindicato, cerca de 30% das agências alvo dos criminosos em 2018 ainda não foram reabertas e isso prejudica as cidades onde ficam as unidades bancárias. “Quando não tem o funcionamento de um banco, a cidade murcha. Não gira o dinheiro e, consequentemente, o comércio enfraquece”, disse Suzineide.

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