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Bolsonaro no enfrentamento a CPI da Mentira

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Foto: reprodução

Por Magno Martins

Com prazo para acabar, tendo feito, ontem, as primeiras recomendações para uma investigação mais a fundo, a CPI da Covid, no Senado Federal, criada para concluir que Bolsonaro é genocida e com isso pedir o seu impeachment, está sendo enfrentada no gogó pelo presidente da República. Ao invés de se intimidar, Bolsonaro parte para o confronto.

Falando ontem num evento no Pará, ele disse que seus adversários estão iludidos, achando que vão derrubá-lo. “Não desistiremos, porque o presidente, além de imorrível, é imbroxável também. Não vai ser uma CPI da mentira, onde não se busca a verdade, uma CPI que se ilude achando que vai derrubar o governo federal, um presidente que nunca se furtou ao seu dever de decidir”, disse.

Relator da CPI, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) anunciou, ontem mesmo em Brasília, antes do presidente se pronunciar no Pará, os primeiros nomes dos que passarão da condição de testemunhas para investigados pelo colegiado. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e Eduardo Pazuello, ex-ministro da mesma pasta, estão na relação.

Ainda ontem, para provocar ainda mais a CPI, Bolsonaro voltou a defender o tratamento precoce contra a covid-19. “Recomendo àqueles que por ventura tenham problema com a covid, procurem o seu médico para o tratamento precoce. [Vou] dizer a vocês que eu, lá atrás, tomei hidroxicloroquina, assim como muitos tomaram ivermectina. Isso não mata ninguém”, declarou.

E completou: “Ninguém morreu por causa disso; muito pelo contrário, salva vidas. Não somos coniventes com a indústria farmacêutica, não buscamos lucro”. A Anvisa registrou em abril 9 mortes por uso de medicamentos que compõem o “kit covid”, desde março de 2020. No período, que corresponde ao da pandemia no Brasil, também cresceu o número de reações adversas pelo uso de remédios.

Mais uma vez, o presidente criticou governadores que adotaram medidas restritivas para conter o alastramento da pandemia. E disse que pretende entregar o comando do Brasil a alguém “de direita, conservador, que respeita a família, os seus militares e, acima de tudo, que tenha lealdade ao seu povo”.

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