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Base política para Bolsonaro em PE começa a se formar; Fernando Filho e até Gonzaga podem respaldar presidente eleito

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A popularidade do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) não é das melhores em Pernambuco. Ontem (6), durante a cerimônia de diplomação, o presidente nacional da sigla que acolheu Bolsonaro, Luciano Bivar, chegou a ser vaiado por parte da plateia presente no Centro de Convenções, em Olinda. Mas Bolsonaro pode ter mais apoio da bancada federal pernambucana do que possui o presidente Michel Temer (MDB) nesta reta final de gestão. Ontem, a cada nome anunciado dos parlamentares federais – inclusive os que não puderam participaram – foi possível contabilizar pelo menos 13 dos 25 deputados federais que votarão em pautas defendidas pelo futuro presidente.

O presidente estadual do PR, Sebastião Oliveira, por exemplo, é um dos nomes que deve apoiar o governador Paulo Câmara (PSB), em Pernambuco, e Bolsonaro em Brasília.

O deputado afirmou, no entanto, que ainda vai conversar com o governador sobre a questão. Sebastião enfrenta uma disputa pelo comando estadual do PR contra o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira, e o prefeito está certo de que terá o comando da legenda para levá-la à oposição estadual. “Só trabalho com a hipótese de o PR estar com Sebastião Oliveira, que é nosso aliado, que nos apoiou“, desconversou Paulo Câmara.

Além de Sebastião e Luciano Bivar, outros nomes que devem apoiar Bolsonaro em algumas pautas são André Ferreira (PSC), Fernando Bezerra Filho (DEM), Fernando Monteiro (PP), pastor Eurico (Patriota), André de Paula (PSD), Eduardo da Fonte (PP), Augusto Coutinho (SD), Fernando Rodolfo (PHS), Bispo Ossésio (PRB) e Silvio Costa Filho (PRB). Até mesmo Gonzaga Patriota (PSB), que integra a chamada bancada da bala, tem flertes com o Governo Bolsonaro.

“Oposição firme”

Segundo a deputada federal eleita Marília Arraes (PT), em virtude da força do futuro presidente, a atuação da bancada federal petista, que vem sendo isolada pelo bloco de oposição, tem de estar em consonância com as ruas. “A gente precisa ser uma oposição firme, que não se omita, que priorize a mobilização e que as ruas acompanhem o que os deputados estão fazendo. Não temos condições de atuar se a nossa atuação não for legitimada pelas ruas”, declarou, citando pautas que podem retirar direitos da classe trabalhadora e mexer com diretos fundamentais.

Para o deputado federal eleito João Campos (PSB), o mais votado de Pernambuco, é preciso dosar a forma como se faz oposição. “Passada a eleição, o povo faz as escolhas, o povo é soberano, mas os palanques devem ser desmontados. E o que deve ser conduzido é aquilo que a gente acredita de forma responsável, aquilo que o povo confiou“, frisou. (Fonte: Diário de PE)

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