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Alarmante: depois de 13 anos do governo PT, assassinatos no Brasil igualam-se aos de vários países juntos, diz levantamento

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Em 2015, os estados que tinham menor taxa de assassinatos – São Paulo (12,2) e Santa Catarina (14) – são estados de renda significativamente mais elevadas que os estados mais violentos – Sergipe (58,1), Alagoas (52,3), e Ceará (46,7)

Fonte: HuffPost/Foto reprodução

O Brasil alcançou mais um número negativo e alarmante: a quantidade de pessoas assassinadas anualmente no país é equivalente à de vários países juntos (em azul, no mapa). Ou seja, somando-se todos os assassinatos de China (que tem 1,3 bilhão de habitantes), Estados Unidos (320 milhões), Indonésia (255 milhões), Rússia (146 milhões), Japão (126 milhões), da Europa Ocidental (397 milhões), entre outros, chega-se ao número equivalente ao de brasileiros mortos. Lembrando que o país tem algo como 210 milhões de habitantes.

Isso equivale dizer que o risco de um brasileiro ser assassinato é desproporcionalmente maior do que aquele experimentado pelos cidadãos de todos esses países. Somos, portanto, um país de assassinos e de assassinados.

Quais são as razões dessa tragédia? Como todo fenômeno complexo, há uma série de explicações simplistas e oferta de soluções fáceis.

Para os “progressistas”, a causa é a miséria e a desigualdade de renda. Fosse o Brasil um lugar mais justo, a criminalidade cairia. Ocorre que a relação entre pobreza/desigualdade e criminalidade não parece ser assim tão imediata. A tabela abaixo traz os dados para os dez países mais populosos do mundo, entre os quais o Brasil.

Desculpa

Vê-se que, a partir da base de dados utilizada, o Brasil tem renda média inferior apenas àquelas de EUA, Rússia e Japão. Mesmo assim, é líder de assassinatos nessa amostra. O Paquistão, que tem renda igual a 10% da brasileira, apresenta uma taxa de 7,81, menor que a observada nos Estados mais “seguros” do Brasil (como veremos adiante). Mais impressionante ainda é o caso da Indonésia, cuja renda é menor que 50% da brasileira, mas cuja taxa de assassinato fica abaixo de um para cada 100 mil habitantes.

A desigualdade parece ser uma variável mais promissora, já que o Brasil apresenta o pior índice de Gini da amostra, mas mesmo países mais pobres e também muito desiguais – como a Nigéria – apresentam taxas muito inferiores à média brasileira.

Ainda que os países de maior renda per capita da região – Argentina, Chile e Uruguai – tenham taxas de assassinatos abaixo de dez por 100 mil habitantes, vemos que países muito mais pobres que o Brasil – como Peru, Paraguai, Bolívia, Equador e Guiana Francesa – apresentam taxas de variam de 7,16 (Peru) e 12,4 (Bolívia).

Cenário nacional

No nível subnacional, a tese “progressista” parece mais robusta, afinal, em 2015, os estados que tinham menor taxa de assassinatos – São Paulo (12,2) e Santa Catarina (14) – são estados de renda significativamente mais elevadas que os estados mais violentos – Sergipe (58,1), Alagoas (52,3), e Ceará (46,7). Porém, quando analisamos esse processo ao longo do tempo, as coisas se complicam um pouco.

Em 2005, o Ceará (21) tinha taxa inferior à de São Paulo (21,9); o Rio Grande do Norte (13,5), era pouco mais violento que Santa Catarina (10,8). Ou seja, em uma década, alguma coisa andou muito errado no Nordeste, e outra coisa andou não tão horrível em São Paulo.

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