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Palocci acusa Lula de cobrar propina e fala em “delírio político” com pré-sal

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O ex-ministro Antonio Palocci acusou o ex-presidente Lula de atuar diretamente no pedido de vantagens indevidas envolvendo projetos do governo relacionados ao pré-sal. Em depoimento ao Ministério Público Federal do Distrito Federal em junho, Palocci disse que Lula entrou em clima de “delírio político” com a descoberta das reservas bilionárias de óleo e passou a atuar de maneira descuidada do ponto de vista jurídico. As informações foram veiculadas pelo Jornal Nacional e pelo Globo nesta terça-feira.

Desfiliado do PT desde setembro de 2017, Palocci afirma que o ex-presidente, de quem foi ministro da Fazenda, beneficiou-se de propinas de outros projetos do governo, como a negociação do contrato bilionário de compra de caças para a renovação da frota da Força Aérea Brasileira (FAB) e no caso da construção da Usina de Belo Monte.

O ex-ministro narra pressões – de acordo com ele realizadas pela cúpula do segundo governo Lula – sobre os fundos de pensão que financiavam o projeto de sondas da Sede Brasil, empresa criada para construir as sondas de exploração de petróleo em águas profundas que seriam compradas pela Petrobras para extrair o óleo do pré-sal. Segundo Palocci, Lula considerava os recursos do pré-sal suficientes para financiar “quatro a cinco campanhas a presidente”.

O ex-petista também fez acusação contra a ex-presidente Dilma, de quem foi chefe da Casa Civil. Conforme ele, Lula e Dilma pressionaram para fundos de investimentos aplicarem na empresa, mesmo com falta de estudos técnicos. “No governo Lula, o pré-sal foi enxergado como um passaporte para o futuro, que foi um bilhete premiado no final de governo. Que o clima era de delírio político”, diz Palocci no depoimento, conforme relato do Globo.

Preso desde setembro de 2016, o ex-ministro foi condenado pelo juiz Sergio Moro a 12 anos, 2 meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Palocci fez acordo de delação premiada, pelo qual tenta reduzir sua pena. O acordo, celebrado com a Polícia Federal, foi homologado pelo Tribunal Regional da 4ª Região.

Em resposta ao Jornal Nacional, a defesa de Lula contestou as acusações do ex-ministro. “Palocci conta mentiras, sem provas, para obter uma delação premiada. A ausência de provas já foi apontada até mesmo pelo Ministério Público”, afirma. Dilma também rebateu as declarações de Palocci. “O senhor Antônio Palocci mente. Não apresenta provas do que fala e insiste em elaborar narrativas de maneira dócil para agradar seus algozes na esperança de sair da prisão”, disse a ex-presidente por meio de sua assessoria.

Veja a íntegra da reportagem do Globo

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