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Ministério Público processa três políticos do PSC por propaganda eleitoral antecipada

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As ações no Tribunal Regional Eleitoral contra o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), o deputado estadual André Ferreira (PSC) e Clarissa Tércio (PSC)

Por Inaldo Sampaio / Foto: reprodução

O Ministério Público Eleitoral em Pernambuco ajuizou três novas ações no Tribunal Regional Eleitoral contra o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), o deputado estadual André Ferreira (PSC) e Clarissa Tércio (PSC).

Eles são acusados de propaganda eleitoral antecipada, embora Anderson não seja candidato a nada.

Os irmãos Anderson e André Ferreira teriam participado de uma espécie de “showmício”, em abril deste ano, que contou com apresentação da cantora evangélica Cristina Mel, indicada três vezes ao Grammy Latino.

No evento, diz a representação, Anderson Ferreira fez propaganda eleitoral em benefício do irmão (presente no palco) e do pai, Manoel Ferreira (PSC), que é candidato a deputado estadual, dizendo o seguinte:

“Agora eu tenho convicção que um Ferreira vai para Câmara Federal, em nome de Jesus, continuar aquele trabalho que nós tínhamos feito. O André é candidato a deputado federal, mas o meio político do Estado de Pernambuco, que vocês sabem como está, está querendo levar ele pra um lugar ainda maior (o Senado). Amém! Pra Senador, primeiro senador evangélico em Pernambuco. (…) Nosso pai, Manoel Ferreira, não pode deixar essa cadeira sozinha e vai vir para deputado estadual”.

Já Clarissa Tércio teve sua imagem divulgada por meio de cartazes de grande porte (18 outdoors, em vias públicas), ao custo total de R$ 22.400,00.
As peças publicitárias, diz o Ministério Público Eleitoral, continham sua imagem e nome, com o seguinte texto: “Ouça Clarissa Tércio na Rádio Novas de Paz, 101.7 FM e 91.3FM”.

“Sabe-se que ela é ‘pré-candidata’ a deputada estadual nas eleições de 2018, tanto que, em março deste ano, filiou-se ao Partido Social Cristão (PSC). Os outdoors já foram retirados por determinação de um dos juízes eleitorais da Comissão de Propaganda Eleitoral do Recife, mas o Ministério Público Eleitoral busca condenação da pré-candidata por propaganda antecipada”, diz a representação.

Para o procurador regional eleitoral substituto em Pernambuco, Wellington Cabral Saraiva, propaganda antecipada gera desigualdade na eleição e causa prejuízo aos candidatos que não dispõem dos mesmos recursos econômicos para se promover.

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