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‘Candidato dizendo que não precisa de reforma é demagogo’, diz José Múcio

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Vice-presidente do TCU, José Múcio ainda voltou a afirmar que gostaria que Lula não fosse impedido de ser candidato a presidente

JC Online / Foto: Diego Nigro / JC Imagem

O vice-presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), José Múcio Monteiro, defendeu na manhã desta quinta-feira (11) a redução do Estado no Brasil e as reformas propostas pelo governo de Michel Temer para que o País ‘não se torne um Rio de Janeiro, que não paga salários e aposentadoria’.

Durante o debate da Rádio Jornal, Múcio afirmou que candidatos à Presidência da República que não defendam as reformas serão demagogos. “A Previdência tem que se mexer. O modelo do que podemos ser é o Rio de Janeiro, a reforma é feito remédio ruim, tem que tomar se não vai morrer. Hoje, a Previdência arrecada menos do que paga”, comentou.

Para Múcio, o tamanho do governo brasileiro deve diminuir. “Devemos reduzir a máquina pública consideravelmente, poucas estatais são superavitárias, dão muito prejuízo, mas é difícil acabar. Não temos que dizer que somos contra a privatização e sim contrários à estatal que não deu certo porque o prejuízo é pago pelo povo”, ressaltou.

O ministro, que vai assumir a presidência do tribunal no biênio 2019-2020, defende ainda a ampla reformulação dos tribunais, tanto o da União, como os estaduais e municipais. Uma Proposta de Emenda a Constituição (PEC), de autoria do então deputado federal Wellington Dias (PT), atualmente governador do Piauí, propunha que o CNJ fiscalizasse não só o Poder Judiciário, conselheiros e ministros dos 34 Tribunais de Contas do país. José Múcio se diz favorável a isso.

LULA

Múcio voltou a afirmar que gostaria que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não fosse impedido de ser candidato a presidente em 2018, considerando salutar para o cenário político brasileiro a participação do petista. “Temo que ele seja impedido sem que haja prova inconteste, quem ganhar vai ter muita dificuldade de governar se isso acontecer”, disse.

Indicado em 2009 por Lula para compor o TCU, José Múcio assumiu em 2016 a relatoria das contas da ex-presidente Dilma Roussef, que sofreu o impeachment devido às chamadas “pedaladas fiscais”. Segundo o ministro, Dilma poderia ter contornado a situação admitindo que havia errado e tomado as providências determinadas pelo tribunal. “Se fosse Lula, teria contornado a situação e até subido nas pesquisas”, comentou.

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